APÓS QUATRO ANOS

Obras da CSP atingem 99,3% de conclusão

Matérias-primas da siderúrgica estão sendo descarregadas no Porto. Início das operações deve ocorrer até junho

Após quase quatro anos de obras, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) está cada vez mais perto de ficar pronta. Nesta segunda-feira (11), a empresa informou que o equipamento se encontra com 99,38% de suas obras concluídas, restando apenas alguns últimos detalhes para que as operações comecem. A expectativa, aliás, é que as atividades industriais se iniciem ainda no terceiro trimestre de 2016, ou seja, até o mês de junho.

Conforme a CSP, todas as principais plantas da siderúrgica estão com mais de 99% de suas obras concluídas. A Aciaria (unidade onde ficam equipamentos voltados para o processo de transformar ferro gusa em aço), por exemplo, se encontra com 99,81% de conclusão. Coqueria (99,90%), alto-forno (99,85%), sinterização (99,44%) e lingotamento contínuo (99,53%) também estão bem adiantados. Ainda segundo a administração da CSP, a concretagem atingiu 99,53% e a implantação da estrutura necessária em aço está concluída. A estrutura mecânica, por sua vez, chegou a 99,7%.

Insumos

Atualmente, dois navios estão atracados no Porto do Pecém, descarregando as principais matérias-primas para a siderúrgica. No momento, por exemplo, ocorre o desembarque de carvão mineral do navio Star Angelina e de minério de ferro do navio Castillo De Malpica. Os dois são os principais insumos do ferro gusa, que posteriormente é transformado em vários tipos de aço.

Neste mês ainda são esperados quatro navios com cargas de carvão mineral e dois carregados de minério de ferro. Desde o início da operação de descarregamento de matérias-primas, a siderúrgica já recebeu, via Pecém, cerca de 320 mil toneladas de carvão mineral e 277 mil toneladas de minério de ferro.

Testes e parcerias

Perto de iniciar suas atividades, a CSP tem realizado testes desde o início do ano em seus equipamentos. Em janeiro, por exemplo, ocorreu o acendimento do regenerador número 1 do alto-forno, etapa fundamental para o início das operações da usina.

Além disso, a siderúrgica também tem atraído empresas cearenses a participar de diversas etapas da produção, inclusive na aquisição de subprodutos gerados na fabricação do aço. Um deles é a escória, matéria-prima para as cimenteiras, que tem qualidade superior à do calcário.

A cearense Cimento Apodi, aliás, é uma das empresas locais que já firmaram acordos com a companhia para adquirir o material. O contrato assinado com a CSP estabelece a aquisição de 200 mil toneladas por ano de escória pela Apodi, válido pelo prazo de 20 anos. A vantagem da escória é que não há necessidade de esquentar o item novamente, economizando energia. (Diário do Nordeste)