LIQUIDEZ

Melhores investimentos para agora e para depois

Especialistas apontam os melhores investimentos de curto e longo prazo. O cenário tende a mudar de acordo com as decisões políticas. Por isso, é preciso estar atento para fazer boas escolhas em tempo de instabilidade

arte O Povo
Melhores investimentos para agora e para depois

Curto ou longo prazo? É um dos importantes critérios de decisão de investimento. É a hora de levar em consideração quanto se tem disponível para aplicar, o grau de aversão ao risco e quando vai precisar do dinheiro. De curto prazo, a indicação é o Tesouro Selic e Fundos DI, por conta da liquidez. De mais longo prazo, IPCA+ é um dos mais demandados. Mas Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito Agropecuário (LCA) e Certificado de Depósito Bancário (CDB) também estão no páreo

Evitar a volatilidade é indicado quando se pensa em investimento de curto prazo. Assim os riscos sobre o capital investimento são menores. Sob esse aspecto, o economista e consultor Vitor Leitão recomenda o Tesouro Selic (ou LFT), indexado à taxa básica de juros, atualmente em 14,15% ao ano. Incide Imposto de Renda, a rentabilidade é menor que outros títulos públicos, mas tem liquidez diária.

O sócio-diretor da Valorize Consultoria Empresarial e autor do Livro Manual dos Mercados Financeiro e de Capitais, José Maria Porto, ressalta os Fundos DI (Depósito Interbancário). Este investimento representa a taxa média praticada nos empréstimos entre os bancos. Tem sua carteira aplicada praticamente em títulos públicos federais, onde o risco é considerado muito baixo.

Mas é bom lembrar que, em fundos de investimento, é cobrada uma taxa de administração que varia de acordo com o valor inicial aplicado. “Quanto maior o valor, menor a taxa de administração, que interfere muito na rentabilidade do fundo”.

O especialista ressalta que a tabela de Imposto de Renda (IR) é diferente conforme o fundo e só vale a pena no fundo de curto prazo se o resgate for até um ano. “Acima disso, escolha os fundos DI de longo prazo, pois a alíquota é menor nesse caso. O que acontece é que, se a taxa de administração do fundo for muito alta, em conjunto com o imposto de renda, em alguns casos o fundo vai render menos que a poupança”.

Apesar de não ter taxa de administração, há ressalvas em relação ao CDB. Devido ao excesso de liquidez das instituições financeiras, não está fácil conseguir uma boa taxa, conforme José Maria. “Se a rentabilidade do CDB for um percentual do DI, lembrar que esse tipo de investimento não é isento de imposto de renda. O CDB também está contemplado no FGC.”

Longo prazo

Para o longo prazo, a indicação é o IPCA+, que são títulos que remuneram a variação do IPCA (9,39% no acumulado do ano) mais um cupom que atualmente está entre 6,12% e 6,37% com vencimentos em 2019 e 2035, respectivamente.

“Esses títulos sempre garantem rentabilidade real (superior à inflação) ao investidor, além de ter liquidez em caso de necessidade. Mas se o investidor quiser vender o título antes do vencimento, receberá o valor de mercado do dia da venda, que poderá ser menor que o previamente estipulado”, adverte Vitor.

José Maria indica, assim como Vitor, as LCIs e as LCAs, que rendem um percentual do DI. É necessário comparar entre a rentabilidade do fundo de investimento (menos o IR) e a rentabilidade da LCI e LCA sem imposto. As duas estão contempladas no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), garantia de que o investidor está protegido até o limite de R$ 250.000, caso a instituição financeira “quebre”. (O Povo)