TAXA DE 10,9%

Desemprego cresce e atinge 11 milhões de brasileiros

Rio. A taxa de desocupação atingiu 10,9% no trimestre móvel encerrado em março último, resultado 1,9 ponto percentual acima da taxa de 9% do trimestre fechado em dezembro de 2015 e 3 pontos percentuais a mais que em igual trimestre de 2015. Esta é a maior taxa da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, iniciada em 2012. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população desocupada chegou a 11,1 milhões de pessoas, alta de 22,2% (dois milhões de pessoas) em relação ao período imediatamente anterior.

No trimestre encerrado em março, a população ocupada do País estava em 90,6 milhões de pessoas, apresentando uma redução de 1,7%, quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2015.

Carteira assinada

Em um ano, 1,4 milhão de pessoas deixaram de integrar o contingente de trabalhadores com carteira de trabalha assinada no setor privado, que fechou o trimestre encerrado em março último em 34,6 milhões de trabalhadores. Frente ao trimestre de outubro a dezembro do ano passado, a queda foi de 2,2%. Em contrapartida, a categoria das pessoas que trabalharam por conta própria cresceu 1,2% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015.

Rendimento

A redução nos salários e as demissões já provocam um retrocesso de três anos no nível da massa de rendimento dos trabalhadores, segundo o coordenador de Trabalho de Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. No primeiro trimestre deste ano, a massa de rendimentos somou R$ 173,45 bilhões, queda de 4,1% ante igual período de 2015.

Uma massa de rendimento no patamar de R$ 173 bilhões foi observada pela última vez no segundo trimestre de 2013

Conforme os dados divulgados pelo IBGE, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos fechou março em R$ 1.966, permanecendo estável frente a R$ 1.961 relativos ao trimestre de outubro a dezembro de 2015. (Diário do Nordeste)