VARIEDADE

CSP vai produzir aço para quatro setores

Siderúrgica vai fazer placas que atenderão à indústria naval, de óleo e gás e automotiva, além da construção civil

Com a previsão de começar suas atividades ainda no segundo trimestre deste ano, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) informou que vai produzir diferentes tipos de aço, com o objetivo de atender às demandas de vários setores. Na primeira fase do projeto, por exemplo, que terá capacidade instalada de produção de 3 milhões de toneladas de placas por ano, o equipamento produzirá aço para a geração de produtos laminados na indústria naval, de óleo e gás e automotiva, além da construção civil.

De acordo com representantes da CSP, o investimento em tecnologia de ponta é o que possibilitará a produção de aços destinados a diversas finalidades. Inicialmente, porém, toda essa produção será voltada para os sócios da Companhia (Vale, Dongkuk e Posco), que definirão os tipos de aço e a quantidade que necessitam. "A CSP é uma usina moderna e com equipe técnica de excelência. Esses fatores são decisivos para a nossa competitividade", afirma o CEO da siderúrgica do Pecém, Sérgio Leite. Ele lembra, ainda, que foi investido R$ 1 bilhão na aquisição de equipamentos e em processos voltados à preservação ambiental.

Tipos

No primeiro momento de funcionamento, 60% da produção da CSP será de aços de baixo e médio teor de carbono. O restante será distribuído entre aços HSLA, API, ultrabaixo e alto carbono. "São produtos que atendem as mais rigorosas especificações do mercado mundial, como elevada tenacidade, conformabilidade, estampabilidade, soldabilidade e resistência", diz a CSP.

De acordo com a Companhia, a alta tecnologia dos equipamentos da CSP permitirá que as placas de aço possam ser produzidas com diversas especificações, destacando-se os aços de elevada resistência e tenacidade para aplicação naval, e os conhecidos como Sour Service para aplicação na indústria de óleo & gás. "Os aços navais modernos são projetados para resistir a processos de soldagem com elevadíssimos aportes térmicos, necessários para garantir alta produtividade nos estaleiros de última geração. Já os aços Sour Service são requeridos para a condução e refino de petróleos pesados com presença de ácido sulfídrico, como os comumente encontrados na camada do pré-sal brasileiro", ressalta a Companhia.

Obras em fase final

Nesta semana, a CSP informou que está com 99,38% de suas obras concluídas. Todas as principais plantas da siderúrgica, aliás, estão com mais de 99%. A Aciaria (unidade onde ficam equipamentos voltados para o processo de transformar ferro gusa em aço) se encontra com 99,81% de conclusão. Coqueria (99,90%), alto-forno (99,85%), sinterização (99,44%) e lingotamento contínuo (99,53%) também estão bem adiantados. (Diário do Nordeste)