'SOU MAIS EU'

Cadeirantes e amputados estrelam ensaio fotográfico no Acre

Pelo menos cinco pessoas já foram fotografadas, mas o projeto deve captar a imagem de 25 modelos, ao todo

MARCOS VICENTTI - ARQUIVO PESSOAL
Pelo menos cinco pessoas já foram fotografadas

Cadeirantes e amputados estão sendo convidados para participar de um ensaio especial na cidade de Rio Branco: o 'Sou Mais Eu', fruto de uma parceria entre o fotógrafo acreano Marcos Vicentti e o Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Física do Acre (Capedac). As informações são do site de notícias G1.

O objetivo do projeto fotográfico é montar uma exposição com as fotos e confeccionar um calendário, revertendo o dinheiro à causa. Pelo menos cinco pessoas já foram fotografadas, mas o projeto deve captar a imagem de 25 modelos, ao todo.

Em entrevista ao G1, Vicentti afirmou que a ideia surgiu quando ministrou um curso na Capedac. A exposição já tem data marcada para ocorrer: no próximo 3 de dezembro, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

"Eles (modelos) se veem super valorizados na fotografia. Passo duas ou três horas com cada um, seja realizando sonhos ou impondo desafios. Muitos vivem em casa, sem alternativa de saída, e o ensaio é uma maneira de estar trabalhando a autoestima”, afirmou Vicentti ao site.

Na tentativa de arrecadar R$ 25 mil para montar a exposição e produzir o calendário 2017 de alta qualidade, está sendo criada uma campanha colaborativa na internet, na plataforma de financiamento coletivo Vakinha. O fotógrafo garante que todo o dinheiro será totalmente revertido para o projeto.

Para o presidente presidente da Capedac, Edvânio Silva, o projeto 'Sou Mais Eu' proporciona uma nova visão do cadeirante sobre si mesmo, no momento em que se sente mais ativo e incluído na sociedade. A ação, ainda segundo ele, gera uma reflexão sobre o preconceito.

“O cadeirante pode se redescobrir com um novo talento. Normalmente, quando uma pessoa vai parar numa cadeira de rodas, ela tem sempre o pensamento negativo de que a vida parou. Esse trabalho traz ao cadeirante uma nova visão de si mesmo. Alguns vivem isolados e isso abre um novo horizonte”, analisa.  (O Povo)