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Fábrica da Fiocruz opera em agosto no Polo do Eusébio

Fundação deve gerar cerca de 300 empregos diretos e mais mil indiretos até o início das atividades no Estado

Segundo Stabelli, até agora não houve sinalização do Ministério da Saúde que mostre contenção ou bloqueio no orçamento o que motivou a fundação
Apesar da atual crise política e econômica brasileira ter afetado muito a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a instituição decidiu não cortar em empreendimentos que, futuramente, garantirão a saída deste cenário, afirma o vice-presidente da área de pesquisa da Fiocruz, Rodrigo Guerino Stabelli. "Fizemos uma movimentação na contramão da nacional. Qualquer crise que você tenha no País você perde em educação e na ciência e tecnologia", explica, lembrando ainda do exemplo bem sucedido dos países asiáticos que fizeram a mesma opção.

Diante deste quadro, a Fiocruz deve inaugurar a unidade no Ceará em agosto deste ano, conforme o programado. Em um espaço de mais de 25 mil metros de construção funcional, localizado no município do Eusébio, o polo busca melhorar as condições de saúde do País. Segundo Stabelli, até agora não houve sinalização do Ministério da Saúde que mostre contenção ou bloqueio no orçamento.

Fase de conclusão

A obra está em fase de acabamento, e está sendo feita a licitação para o mobiliário da unidade. "Estamos entregando uma área que é bastante flexível e que vai depender dos negócios e oportunidades que serão captados pela fundação", diz. Esta unidade consumiu cerca de R$ 78 milhões para construção. A fundação pretende gerar cerca de 300 empregos diretos, hoje tem 35 funcionários concursados em atuação no Estado, e mil indiretos com toda operação da Fiocruz e a instalação do parque.

Uma segunda fase trata-se de uma planta de produção vegetal, está prevista para 2019 com investimento de R$ 200 milhões. "O projeto executivo já está pronto e a terraplanagem já está sendo feita numa área de produção de bioinsumos, sejam eles vacinas ou biomoléculas em células vegetais. Isso é uma inovação trazida por uma atividade que migra para cá que é o Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos)", descreve Stabelli.

Esforços do Estado

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Ferruccio Feitosa, informa que até o momento existem sete empresas locais interessadas no polo. "Nos reunimos em abril e colocamos pontos importantes sobre a instalação na região. As empresas ficaram de encaminhar a documentação".

As indústrias que pretendem abrir unidade no local são de diferentes segmentos. A Adece coordenou a avaliação dos terrenos que serão negociados com os empresários e acredita que, no máximo, até julho tudo esteja devidamente resolvido.

Ferruccio ressalta que o polo é dotado de uma infraestrutura diferenciada, de água, luz e esgoto, além do acesso pela CE-010. "As empresas que se instalarem podem pedir ao Estado até 99% de isenção de ICMS", informa. (Diário do Nordeste)