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Ministro recua e afirma que programa não será suspenso

Antes, Bruno Araújo havia dito que atual governo abandonou meta empregada por Dilma Rousseff (PT) de contratar 2 milhões de moradias

O ministro das Cidades do governo do presidente em exercício Michel Temer, Bruno Araújo, afirmou que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) será mantido e recuou sobre a total suspensão da terceira fase do programa.

“Vamos ampliar e aperfeiçoar. Já dei entrevista coletiva afirmando que o Minha Casa, Minha Vida será mantido de forma muito firme e na medida do possível que se possa encontrar recursos no Orçamento da União, eventualmente será ampliado”, afirmou entrevista à Rádio Jornal.

O pernambucano disse, porém, que fará uma auditoria no programa. Segundo ele, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) “se comprometeu com obras que a sociedade não podia pagar”. Para ele, é necessário fazer uma revisão na forma de contratação do Minha Casa, Minha Vida, mas isso deve acontecer sem a necessidade da suspensão.

Em relação à meta traçada pela presidente afastada Dilma de contratar 2 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida até o fim de 2018, Araújo afirmou que não pode se comprometer. As informações foram divulgadas pelo portal de notícias Uol.

No Facebook, o ministro já tinha negado a suspensão. “Desde a posse temos afirmado em todas as entrevistas que o programa segue firme e que aperfeiçoamentos devem e podem acontecer sem qualquer interrupção e e eventual ampliação” escreveu.

Antes, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Bruno Araújo havia dito que o governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) abandonou meta empregada por Dilma Rousseff (PT) de contratar 2 milhões de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida até 2018. a terceira etapa do programa está suspensa e passará por um “aprimoramento”

O ministro estimou que 40 dias será o tempo necessário para avaliar principal vitrine de sua pasta. Segundo ele, a nova meta que será decidida para o programa vai depender das contas públicas, que será analisada pela equipe econômica de Temer, da qual o ministro da Fazenda Henrique Meirelles é o chefe.

Ele explica que “metas realistas” não geram expectativas falsas nos empresários e nos beneficiários das casas.


Dilma havia anunciado em julho de 2014 a terceira fase do programa, na véspera do início da campanha eleitoral, em Brasília. Nesse dia, a presidente prometeu construir 3 milhões de casas até o fim de 2018, número reiterado outras vezes por ela. Depois, ela recuou meta para 2 milhões de unidades, com investimentos que poderiam chegar a R$210,6 bilhões, sendo R$41,2 bilhões do Orçamento-Geral da União.

Essa fase, no entanto, não saiu do papel, e Araújo disse que todas as condições serão reavaliadas. Ele disse que vai propor a Temer fazer uma cerimônia simbólica para inaugurar as casas do programa que estão prontas, mas ainda não foram entregues. ( O Povo)