SERVIÇO DE TRANSPORTE

Uber começa a operar hoje em Fortaleza

A Capital cearense é a terceira cidade do Nordeste a receber a empresa, que chegou ao Brasil em 2014

Para solicitar um carro, o usuário deve instalar gratuitamente o aplicativo Uber em seu smartphone, realizar seu cadastro e informar sua localização

A plataforma de tecnologia Uber, que conecta usuários a motoristas cadastrados na empresa por meio de um aplicativo, inicia às 14 horas de hoje sua operação em Fortaleza, terceira cidade nordestina a receber o serviço, depois de Recife e Salvador. Na capital cearense, a primeira modalidade a ser implementada é o UberX, em que os modelos de carros são compactos, fabricados a partir de 2008, com quatro portas e ar-condicionado.

Com o início das atividades em Fortaleza, o serviço, que começou a operar no Brasil em junho de 2014, agora está presente em 11 cidades do País, nas quais tem enfrentado resistência da categoria de taxistas, que consideram a atividade ilegal.

De acordo com a gerente de Comunicação da Uber, Letícia Mazon, a plataforma é completamente legal, com respaldo na Constituição Federal e previsão na lei federal 12.587/2012, a Política Nacional de Mobilidade Urbana. "São definidos dois tipos de transporte individual: o privado e o público. Só os táxis podem fazer transporte individual público. Mas, na categoria de transporte individual privado, não há uma regulamentação específica", pontuou.

Letícia destacou que a Uber tem interesse na criação de uma regulamentação para a atividade no município. "Temos exemplos de regulações que deram certo, como na Cidade do México, onde há uma taxa de mais ou menos 1% de cada viagem que vai para um fundo que custeia o transporte público", contou.

Ela ainda ressaltou o caso de Chicago, nos Estados Unidos, onde os motoristas da Uber que trabalham na periferia pagam tributos menores que os da região central. "É um incentivo para que nossos parceiros atendam regiões onde, tradicionalmente, o transporte público é mais escasso. A ideia é que cada município encontre o formato que faz sentido para aquela cidade", disse.

Concorrência

A gerente defende que a Uber não concorre com táxis, mas com os próprios carros particulares. Ela citou um estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, que revelou que a entrada do aplicativo no mercado brasileiro não influenciou de forma significativa o mercado de táxis nacional, tendo passado a atender uma demanda que não fazia uso dos serviços dos taxistas.

"A gente acredita que cada um que tem carro particular e o usa pouco, deixando-o parado na maior parte do tempo, é um potencial usuário da Uber", explicou Letícia. "A gente vê, por exemplo, em mercados mais consolidados, que as pessoas usam o Uber muito para fazer aquela última milha e complementar o transporte público. Em vez de andar 2 Km até em casa, por exemplo, após usar o transporte, a pessoa utiliza a Uber", observa.

Como usar

Para solicitar um carro, o usuário deve instalar gratuitamente o aplicativo Uber em seu smartphone, disponível para as plataformas iOS e Android, realizar seu cadastro e informar sua localização. O aplicativo identifica o motorista mais próximo e envia o nome e a foto do condutor, bem como detalhes do modelo e placa do carro e a classificação dele como motorista. Também é possível estimar o valor da viagem antes de solicitar o carro.

O custo da corrida tem uma tarifa base de R$ 2,50 pela chamada, que é acrescida aos valores da distância e tempo de percurso. A cada quilômetro rodado é cobrado R$ 1,20 e, a cada minuto, R$ 0,20. O pagamento é realizado por meio de cartão de crédito, que já é cadastrado no momento da adesão do usuário ao aplicativo. O valor mínimo da corrida é R$ 6. A Uber fica com 25% do valor e o restante é pago ao motorista.

A gerente lembra que, nos primeiros dias, pode ser que existam poucos carros nas ruas. "Nossos parceiros se logam quando eles querem. Até eles criarem uma familiaridade com a plataforma, e mais parceiros aderirem, pode ser um pouco difícil pegar um carro no começo, quando a demanda geralmente é alta, pois as pessoas ficam curiosas. A gente tende a equalizar a demanda e a oferta rápido". (Diário do Nordeste)