FORTALEZA

Partidos aceleram definições eleitorais

O PR de Capitão Wagner e o PSDB de Tasso chegam à reta final de negociação em torno de aliança para as eleições em Fortaleza. Enquanto isso, tese de candidatura própria cresce no PMDB. PT define nome no dia 28

Partidos se aproximam de definição de candidaturas às eleições municipais de Fortaleza neste ano. Enquanto o deputado estadual Capitão Wagner (PR), após reunião em Brasília nesta semana com o PSDB, aponta para a consolidação de aliança entre as duas legendas, integrantes do PMDB apostam na candidatura própria para a disputa.

Tucanos devem anunciar posição oficial no próximo dia 30, de acordo com Capitão Wagner, que se encontrou com lideranças do partido na capital federal.

Embora não revele detalhes sobre a conversa, Wagner acredita que a decisão da sigla será “favorável” à coligação do PSDB com o PR.

Prevista inicialmente para o dia 16, a data foi adiada a pedido do senador Tasso Jereissati (PSDB), que pretende participar das negociações.


“O apoio do PSDB fortalece muito a minha candidatura em Fortaleza, especialmente pela força e liderança de Tasso no Estado”, disse o pré-candidato do PR. Para ele, tanto PSDB quanto Tasso “agregam muito” pelo “grau de respeito elevado em uma área de muita penetração”, abrangendo “empresários e formadores de opinião”.

O parlamentar desconversa ao comentar a possibilidade de o PMDB se juntar à possível aliança. Porém, conforme Gaudêncio Lucena (PMDB), vice-prefeito da Capital, as chances de apoio a outra sigla são reduzidas.

“Evidentemente, Wagner tem todo o interesse de conseguir apoio nesta fase de pré-campanha. Mas deverá acontecer, ainda neste final de semana, uma reunião com presidentes de partidos para encontrar uma solução”, disse Gaudêncio.

De acordo com o peemedebista, a tendência na sigla “é de candidatura própria” pelo desejo da maioria dos integrantes dos filiados.

Pré-candidato ao lado de Marcelo Mendonça e Vitor Valim - nome mais forte do partido -, Gaudêncio acredita que a influência do presidente em exercício Michel Temer é valiosa para o PMDB em todo o País.

“Haverá uma repercussão positiva para o partido no Brasil inteiro. Temer tem a responsabilidade de tirar o País da situação crítica em que se encontra e mostrar que o PMDB sempre lutou pelo Brasil”, reflete, esclarecendo que é importante que, com um Presidente da República, é importante que o partido tenha representação nas eleições municipais.

Heitor Férrer

Deputado estadual do PSB, o pré-candidato Heitor Férrer afirma que seu nome está consolidado para as eleições deste ano. Apesar de contar com poucos apoios, Heitor acredita que o cenário é favorável a sua campanha.

“Esse grande número de candidatos é positivo para mim, já que os partidos se diluem mais. Eu tenho lastro, criado nas eleições passadas, em que fui candidato e ao longo de minha vida política”, avalia.

NÚMEROS

28/5

Data da reunião do PT para definir nome de candidatura

30/5

Data de reunião de PR e PSDB para decidir sobre aliança

Saiba mais

Capitão Wagner é saída para PMDB

Para André Figueiredo, presidente estadual do PDT, partido do candidato à reeleição Roberto Cláudio, o PMDB tem nomes de força na pré-candidatura, “como o do deputado federal Vitor Valim”, mas “não possui estrutura” para lançar candidatura própria. “Não vejo, no PMDB, outra alternativa a não ser se coligar com Capitão Wagner”, diz.

PSOL quer candidato

Apesar de não haver definição no partido, o deputado estadual Renato Roseno, que já foi candidato pela legenda, argumenta que o partido precisa fazer oposição autônoma. “O desafio do Psol é ser foco de resistência e tentar apresentar uma visão crítica nesse ambiente politico ainda mais conservador”, revela.  (O Povo)