COMBATE

Ação estimula denúncia de abusos contra crianças

As barracas da Praia do Futuro recebem, nesta segunda-feira (23), mais um dia de ação da campanha "Fortaleza Contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Combater a Violência Sexual é Papel de Todos Nós". As atividades, organizadas pela Prefeitura de Fortaleza, devem permanecer em vários pontos da cidade.

A iniciativa ocorre tanto nas barracas como no cruzamento entre as avenidas Santos Dumont e Dioguinho. A ação será realizada pela Fundação da Criança e Família Cidadã (Funci), vinculada à Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Setra), órgão municipal.

Maio é um mês simbólico para causa. No ano 2000, o dia 18 de maio foi instituído pela Lei Federal n° 9.970 como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida em razão do crime que comoveu o Brasil em 1973, o Caso Araceli, em que uma menina de 8 anos foi cruelmente assassinada após ter sido violentada em Vitória, no Espírito Santo.

Apesar da ênfase em maio, a campanha será contínua. Nesse domingo, assim como todos os dias de panfletagem, educadores sociais do Programa Rede Aquarela da Funci irão abordar o público a fim de conscientizar sobre a importância do enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes e distribuir o material informativo da campanha. A ação já ocorreu no Aeroporto Internacional Pinto Martins na semana passada.

Vulnerabilidade

Segundo a assistente social do projeto Aquarela, Cláudia Lima, um dos principais objetivos é estimular a denúncia e orientar a quem se deve recorrer quando reconhecer uma criança ou um adolescente em situação de vulnerabilidade. Alguns dos sinais apresentados são comportamentos mais retraídos, tristes e de choro, mau desempenho na escola e dificuldade de relacionamento com adultos.

Aos que quiserem denunciar, o procedimento pode ser feito de forma anônima. O Disque 100 e os Conselhos Tutelares são os principais canais de recebimento. Mas é possível recorrer ainda aos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) e à Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa). (Diário do Nordeste)