PARA AMPLIAR PRODUTIVIDADE

Pequenas indústrias terão aporte de R$ 50 mi

O investimento será feito no âmbito do programa Brasil Mais Produtivo, lançado ontem pelo Mdic

Empresas terão acesso ao método da manufatura enxuta, a fim de alcançar redução nos tipos de desperdício mais comuns na produção ( Foto: Helosa Araújo )
Brasília. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) lançou, nesta quarta-feira, o programa Brasil Mais Produtivo, com o objetivo de aumentar a produtividade de pequenas e médias indústrias. O programa prevê que as empresas recebam consultoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e adotem técnicas para redução do desperdício no processo de produção. A ação terá investimento de R$ 50 milhões, sendo R$ 25 milhões do ministério e outros R$ 25 milhões do Senai.

As empresas terão acesso ao método da manufatura enxuta (lean manufacturing), a fim de alcançar redução nos sete tipos de desperdício mais comuns no sistema produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. Até maio, o programa será implantado em dez estados, e, até o fim do ano, em todas as unidades da federação.

O objetivo é que, até o fim de 2017, 3 mil empresas sejam atendidas no país por 400 consultores do Senai. O atendimento completo dura 120 horas e o investimento por empresa é de R$ 18 mil. Desse valor, R$ 15 mil são subsidiados pelo programa e R$ 3 mil serão a contrapartida das empresas. A quantia poderá ser paga com o Cartão BNDES. As empresas participantes também terão direito, em 2017, a vagas no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) também vai selecionar um total de 867 empresas do programa para integrar as ações de promoção comercial realizadas pelo órgão.

Competitividade

O ministro Armando Monteiro disse que o País precisa de uma política industrial que aumente a competitividade. "Tendo a indústria no centro da estratégia de desenvolvimento do país, é fundamental uma aliança entre o setor privado e o público para elevar a competitividade da economia brasileira. Não um pacto de proteção, ou um pacto que admita a ineficiência", destacou.

Podem participar indústrias de pequeno e médio porte que tenham de 11 a 200 empregados. Na primeira fase do programa, serão selecionadas empresas dos setores metalmecânico, moveleiro, de vestuário e calçados e de alimentos e bebidas. É preferível que as empresas estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs), ou seja, grupos de empresas destinados a melhorar o desempenho produtivo. Os interessados podem fazer a inscrição no site www.Brasilmaisprodutivo.Gov.Br.

Piloto

O programa foi inspirado em projeto-piloto de 2015 do Senai e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também participa do programa, com o Sebrae e o BNDES apoiam a iniciativa.

O presidente do banco, Luciano Coutinho, disse que, além do cartão BNDES, a instituição credenciará as empresas participantes em duas linhas de crédito, para micro e pequenas empresas inovadoras e que fazem exportações, respectivamente. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, pediu combate a outros problemas que afetam a produtividade. "Esse trabalho nos dará diagnóstico das barreiras foras da fábrica", destacou. (Diário do Nordeste)