ZPE

Dez empresas de granito solicitam área na ZPE

Para que acordos efetivos sejam fechados, o Governo depende da ampliação da ZPE, em análise pelo Mdic

 Dez empresas do setor de granito do Espírito Santo solicitaram, formalmente, reserva de área na Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE). Isso significa manifestação de interesse sobre quantos hectares a indústria precisa para se instalar no local. O processo ainda é anterior a uma assinatura de contratos.

Para acordos serem firmados efetivamente, dependem de ampliação do polígono da área da ZPE, cujo procedimento está em análise pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Conforme Antonio Balhmann, assessor de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, que está em viagem ao Espírito Santo para prospectar indústrias de granito, a expectativa é que 20 empresas manifestem interesse. O que, ele diz, equivaleria a cerca de 300 hectares da ZPE e cerca de R$ 400 milhões em investimentos.

“Até o próximo ano queremos chegar a 40 empresas. Mas somente poderemos formalizar protocolo definitivo e número de investimentos depois da aprovação do Mdic da ampliação da poligonal. Estamos enviando ao Mdic, para ajudar na justificativa da nossa ampliação, as manifestações de reserva de área das empresas”, explica. O objetivo é tornar o Estado o segundo maior exportador de granito em dois anos. “A gente avalia que vamos chegar a US$ 200 milhões de exportação nos próximos anos. Vinte vezes mais do que exportamos hoje”.

Potencial de exportação

Balhmann diz que o setor foi escolhido para ser trabalhado pelo Governo pelo seu volume de exportação, que alcançou US$ 1 bilhão no País, ano passado. Para atrair empresários, o governador Camilo Santana (PT) fará uma apresentação das vantagens da ZPE durante o Fortaleza Brazil Stone Fair, que será realizado de 31 de maio a 3 de junho deste ano, no Centro de Eventos do Ceará (CEC).

“O Ceará tem 26 empresas já explorando bloco de granito ou com reserva de área para fazer a exploração. O governador deve, inclusive, no período da feira, fazer visita com eles em algumas dessas minas de exploração. Hoje, o bloco é extraído do Estado, vai para o Espírito Santo, onde são serradas e exportadas para os Estados Unidos, principalmente. A ideia é que os blocos sejam operados na ZPE e de lá vão para os Estados Unidos”.

Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE) e da Câmara do Setor Mineral do Estado, auxilia o Governo na prospecção de indústrias de granito. Ele diz que há empresas interessadas também da Espanha e da Itália em se instalar na ZPE. “Hoje, o volume de blocos extraídos do Ceará e que vão para o Espírito Santo equivale a US$ 150 milhões por ano”, diz. (O Povo)