BEBIDAS

Arqueólogos descobrem receita de cerveja de 5.000 anos atrás na China

Jiajing Wang/Universidade Stanford e Tim Sackton/Flickr
Arqueólogos descobrem receita de cerveja de 5.000 anos atrás na China

Uma receita de cerveja com mais de 5.000 anos de idade foi recentemente reconstruída por pesquisadores. É a mais antiga receita dessa bebida na China, e o mais antigo uso documentado de cevada no país.

A descoberta não é apenas uma sugestão fora do convencional para cervejeiros artesanais: ela nos diz algo sobre a cerveja e sua importância no mundo há cinco milênios.

Arqueólogos da Universidade Stanford escavaram ao longo do rio Wei e encontraram algo intrigante: um jogo incrivelmente completo de equipamentos para fabricação de cerveja. E, na parte interna, estava algo ainda melhor: resíduos da bebida fabricada neles há muito tempo.

Depois de analisar os restos grudados no equipamento, os pesquisadores confirmaram que se tratava de sobras da espuma de uma cerveja de 5.000 anos atrás.

Eles também foram capazes de descobrir a receita por trás dela: uma combinação improvável – mas deliciosa de se ouvir – entre cevada, painço (também conhecido como milhete ou milho-miúdo), lágrimas-de-jó (planta também conhecida como capim-de-nossa-senhora) e tubérculos. A receita foi publicada na revista PNAS.

Funil de cerveja descoberto nas margens do rio Wei (Jiajing Wang/Universidade Stanford)

Esta receita posiciona o cultivo de cevada na China em 1.000 anos antes das estimativas anteriores. Isso significa que, muito antes de as pessoas comerem cevada na China, elas estavam preparando bebidas alcoólicas com ela. As pessoas plantavam para fazer cerveja e, com o passar do tempo, decidiram comer a cevada também – e não o contrário.

Em outras palavras, a produção de cerveja não foi uma alternativa agrícola que aconteceu porque as pessoas tinham tanto de uma cultura que precisaram encontrar usos alternativos. Em vez disso, a cerveja era uma parte importante de dietas antigas, tanto que havia fazendas inteiras para acomodá-la. (Diário do Nordeste)