SIDERÚRGICA

CSP em São Gonçalo do Amarante deve entar em funcionamento no próximo mês

Com mais de 99,5% das obras concluídas, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) deve iniciar suas operações no próximo dia 5 de junho, segundo informou o secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Antonio Balhmann. De acordo com a CSP, a usina está em fase de comissionamento para iniciar a operação, prevista para o próximo mês. No entanto, a empresa não confirma a data exata. Com um investimento de US$ 5,4 bilhões, a CSP é o segundo maior investimento privado de todo o Brasil, sendo também a primeira usina integrada do Nordeste.

O início das operações de uma siderúrgica é simbolizado pelo acendimento do altoforno, onde o minério de ferro é fundido para produção de ferro gusa. Após esse processo, a usina começará as operações da aciaria, onde o ferro gusa é transformado em diferentes tipos de aço. Quando estiver em operação plena, a CSP terá capacidade para produzir até três milhões de toneladas de placas de aço por ano, que serão destinadas para a indústria naval, de óleo e gás, automotiva e construção civil.

Apesar da queda do preço do aço no mercado mundial, a CSP aposta no baixo custo de sua produção para garantir a viabilidade do projeto. A produção de aço pela CSP engloba outras três empresas (Phoenix do Pecém, Vale e White Martins), responsáveis por insumos inerentes à operação. Todas as empresas estão instaladas na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

"São quatro empresas trabalhando em regime de compartilhamento, com troca de materiais e de produtos finais. Isso está se dando de forma harmônica, de modo que todas podem dizer que essa experiência dentro do perímetro alfandegado é o principal momento que temos aqui", disse o presidente da ZPE Ceará, Mário Lima Júnior.

Tipos de aço
A empresa iniciará sua operação produzindo cerca de 60% de aços de baixo e médio teor de carbono, sendo o restante distribuídos entre aços HSLA, API, ultrabaixo e alto carbono. Toda a produção será voltada para os sócios (Vale, Dongkuk e Posco), que definirão os tipos de aço e a quantidade a ser produzida.

Por lei, a empresa que está instalada em uma ZPE tem de exportar, no mínimo, 80% do seu faturamento, podendo vender apenas 20% para o mercado interno. No entanto, já existe uma demanda dessas empresas para que o mínimo obrigatório passe seja reduzido para 60%, permitindo a venda de até 40% ao mercado nacional. A White Martins, que fornece gases para a CSP, destina 20% em oxigênio ao mercado local.

Empregos
Após a etapa de obras, na qual a CSP chegou a contar mais de 10 mil operários, sua operação deve empregar diretamente 2.800 profissionais, além de oferecer 1.200 vagas terceirizadas. A companhia estima que outros 12 mil empregos indiretos serão gerados na região. O impacto previsto para a economia cearense é de um acréscimo de 12% no PIB estadual e de 48% no PIB industrial, a partir da operação da usina. A empresa assumiu o compromisso de adquirir 50% dos bens e serviços relacionados à operação no Estado.

Energia
Com um investimento de R$ 1 bilhão em equipamentos para a preservação ambiental, a CSP produzirá, em uma termelétrica própria, toda a energia que será consumida na operação, com o reaproveitamento dos gases gerados no processo siderúrgico. O excedente será vendido. Além disso, a empresa reaproveitará 97% dos resíduos sólidos.

Em janeiro deste ano, a CSP acendeu o regenerador número 1 do alto-­forno, etapa fundamental para o início da produção. Em maio, foi iniciada a produção dos primeiros coque e sínter (aglomerado de minério de ferro, fundentes e resíduos). A máquina de sinterização da CSP tem capacidade de produção de 12.660 toneladas por dia, o que equivale a 4,7 milhões de toneladas de sínter bruto por ano. Confira o VT divulgado pelo empreendimento logo abaixo na sua TV XERETA. (Ascom - CSP/DN)