SALA DO INVESTIDOR

Ceará traça nova estratégia para retomar crescimento

A articulação entre o setor produtivo e o governo estadual deve contar com um novo espaço onde serão traçadas estratégias para driblar a crise e fazer com que o Ceará volte a crescer, conforme a titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Nicolle Barbosa. Trata-se da recém-criada Sala do Investidor, onde as câmaras setoriais terão acesso a dados trabalhados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (Ipece), além do apoio de membros do sistema SDE.

"Com a Sala do Investidor vamos traçar toda a cadeia produtiva de todos os setores. A partir desse levantamento, vamos saber o que precisamos atrair para completar as cadeias produtivas e onde alocar isso, respeitando as vocações e potencialidades das regiões do Estado. Vamos, portanto, ter um sistema de inteligência competitiva que vai nos subsidiar sobre o que precisamos atrair e desenvolver de cadeia de fornecimento do Estado e casar uns setores com outros", afirmou Nicolle.

Toda a articulação, que envolve a Agência e a Companhia de Desenvolvimento do Estado (Codece e Adece) e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, deve desenvolver uma nova política de incentivos fiscais, segundo afirma o secretário adjunto da SDE, Cláudio Ferreira Lima. "Com essa política, estaremos incentivando as cadeias produtivas que podem tornar a economia do Ceará pujante, mais moderna", afirmou, citando as oportunidades que podem ser aproveitadas nos setores de energias renováveis, metalmecânico, além da captação do hub da TAM e do pacote de concessões que deve ter novidades ainda neste mês.

Fórmula

A fórmula defendida pelo secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Estado com essa nova estratégia é estimular o investimento no Ceará e as exportações das empresas locais, "principalmente, via ZPE do Ceará". De acordo com ele, isso fará com que aumente "a capacidade produtiva da economia, aumente o produto interno, a renda e o emprego para as população".

"Vamos ter mais receita pública para o Estado investir não só na economia, mas também nas políticas públicas e no social: educação, segurança, saúde", afirma, acrescentando que um núcleo de inteligência competitiva atuará na Sala do Investidor. (Diáriodo Nordeste)