MUNDIAL DE SURFE

Etapa carioca se inicia com polêmica

A etapa brasileira do Circuito Mundial de Surfe 2016 no Rio de Janeiro está cercada de polêmicas. A começar pela interdição do palco principal no Postinho (Barra da Tijuca), por conta da ressaca do mar, e escolha do Grumari (20 quilômetros adiante) como novo palco. Além disso, a ausência de grandes nomes como Kelly Slater (este alegando motivos pessoais), Joel Parkinson, Mick Fanning e Taj Burrow, tornam o início do evento fonte de grande expectativa.

E pelas ondas que estão rolando no Rio e as previsões para esta terça-feira, tudo indica que já no primeiro dia da janela de espera as disputas já tenham início com a primeira fase do masculino.

Segundo o atual campeão mundial, Adriano de Souza, o Mineirinho, o ano passado, para ele, tinha uma atmosfera completamente diversa. "Em 2015, as coisas se alinharam. Consegui o tão sonhado título mundial e foi um grande peso que saiu das minhas costas. Agora, tudo está diferente e essa etapa é uma espécie de referência para mim", comentou ele, com exclusividade para o blog Manobra Radical, do Diário do Nordeste.

Quem também ofereceu uma rápida entrevista exclusiva para a equipe do blog foi Filipe Toledo, outro integrante de peso da chamada "Brazilian Storm". Filipinho, campeão da etapa carioca em 2015, se mostrou animado após superar bem uma lesão coxo-femural. "As expectativas eram para que eu tivesse cem por cento em dois meses e em pouco mais de um mês já me sinto quase lá. Acredito que poderei dar tudo para buscar repetir o resultado do ano passado".

Dificuldades

Por outro lado, Gabriel Medina, campeão mundial de 2014, se diz ressabiado com a mudança. "A onda (de Grumari) é gorda, pesada, vai ser difícil de competir", comentou o santista, em entrevista coletiva, após surfar no local da disputa pela primeira vez. "Mas claro que também tem onda cheia, tem onda que te dá mais parede e você consegue fazer manobras, que é onde a gente tira as maiores notas", disse.

A mudança foi necessária porque a estrutura montada no Postinho foi danificada duas vezes por causa da ressaca do mar. O problema é que, além da distância, o novo local fica dentro de uma reserva ambiental e o acesso do público será restrito.

Os constantes problemas no Brasil - em 2015, a Praia de São Conrado, opção reserva, foi retirada do programa devido à poluição da água - está fazendo com que alguns surfistas estrangeiros façam campanha pela saída da etapa do Circuito (com agências; leia mais no Manobra Radical: http://glo.Bo/1oD6ty7). (Diário do Nordeste)