NO CEARÁ

Energia mais cara afetou muito 32% das indústrias

Diversas empresas do Estado tiveram a produção fortemente impactada por aumento nos custos, diz pesquisa

Além de pesar bastante no bolso dos consumidores cearenses, o aumento médio de 40% na tarifa de energia do ano passado também trouxe uma grande dor de cabeça para as indústrias do Estado, que viram seus custos subirem consideravelmente ao longo de 2015. Pesquisa divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) apontou, inclusive, que 32% das empresas do setor tiveram sua produção "fortemente impactada" pelo reajuste energético, o que comprometeu ainda mais a competitividade local.

Conforme o estudo da Fiec, a alteração no preço da energia elétrica também teve um "impacto médio" em 33% das empresas ouvidas no levantamento, enquanto que em 25% o peso na produção foi considerado pequeno. Apenas para 7% o efeito foi considerado nulo. "90% das indústrias indicaram que o aumento da tarifa trouxe algum impacto aos custos de produção", disse o relatório da pesquisa, que informou que 61% das empresas tomaram alguma medida para lidar com o aumento dos custos.

Para 41% dos industriais cearenses, a elevação dos custos com insumos energéticos ficou entre 21% e 40%, enquanto 35% perceberam elevações acima deste percentual. Fora o reajuste, as empresas também foram prejudicadas pelas falhas no sistema elétrico. Segundo o estudo, 65% das indústrias que utilizam a energia elétrica em sua produção tiveram prejuízo com falhas de fornecimento ocorridas ao longo de 2015.

Principal fonte

No Ceará, a energia elétrica é a fonte mais utilizada pelo setor industrial, sendo o principal insumo de 77%das empresas consultadas pelo estudo da Fiec. Em apenas 4% das empresas o gás natural é a fonte mais usada, enquanto que em outras 4% a lenha é o principal insumo. 5% utilizam outros meios energéticos e 7% não responderam.

"A energia é um insumo fundamental no processo produtivo das indústrias, sendo seu eficaz fornecimento algo primordial para a competitividade dessas empresas", destaca a pesquisa.

Medidas adotadas

Para tentar driblar os efeitos do aumento da energia elétrica, 85% das empresas cearenses que adotaram medidas contra o reajuste optaram por implementar programas de eficiência energética, enquanto 10% compraram energia no mercado livre e outras 10% mencionaram outras medidas. No Brasil, 71% disseram realizar ações de eficiência energética, seguido de investimento em autogeração (10%). (Diário do Nordeste)