PRESIDÊNCIA

Semana abre período de convenções e começa a definir cenário eleitoral

Corrida ao Planalto ganha capítulos decisivos. Na sexta, começa a temporada de convenções. Até quinta, centrão define apoio na disputa

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Ciro Gomes participou ontem de ato no Maranhão com Flávio Dino e Weverton Rocha

A semana que abre o período de convenções partidárias, que têm início em três dias, também começa a definir o quadro de disputa eleitoral.Até a sexta-feira, quando o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) lança sua candidatura ao Planalto em Brasília, partidos que integram o “centrão”, como DEM, PP e SD, batem o martelo sobre quem irão apoiar na corrida à Presidência.

O anúncio, que deve ser feito na quinta, coloca ponto final numa queda de braço travada entre o ex-governador tucano Geraldo Alckmin e o pedetista. Formado por legendas que dão sustentação ao governo de Michel Temer (MDB), o “centrão” ou “blocão” pode ser o fiel da balança nesse xadrez político por sua fatia de tempo na propaganda de rádio e televisão — cerca de dois minutos. No domingo, é a vez de o ex-militar Jair Bolsonaro (PSL) realizar convenção. Líder nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Lula, o deputado federal apresenta-se ao eleitorado sem haver decidido a vaga de vice.

Destinada inicialmente ao PR de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, a vice-presidência na chapa do parlamentar voltou a ficar livre depois que o senador Magno Malta (PR) desistiu de concorrer. Hoje, metade da legenda deseja coligar-se ao PSL e a outra metade, ao PSDB.

O PCdoB discute o seu futuro nas eleições presidenciais no sábado. Ontem, Ciro esteve no Maranhão em evento ao lado do governador comunista Flávio Dino, que concorre à reeleição — Dino é o único chefe de Executivo estadual da legenda.

Na capital maranhense, o ex-governador do Ceará participou de ato da candidatura a deputado federal do correligionário Weverton Rocha, aliado na chapa do governador.

O PCdoB é um dos partidos na mira de Ciro, que já admitiu como prioridade estabelecer um comando ideológico à esquerda em suas alianças. Presidente da sigla no Maranhão, Márcio Jerry disse ao O POVO que o partido “tem boa relação com o PDT”, que integra o governo Dino. “Mas isso (virtual apoio a Ciro) não está em discussão internamente”, assegurou. Segundo o dirigente, o PCdoB defende a manutenção da candidatura da deputada estadual Manuela d’Ávila (RS) à Presidência, cujo nome será oficializado em convenção no dia 1º de agosto.

As investidas do pedetista se estendem ao PSB, que adiou encontro que teria semana passada para o dia 5/8, limite do prazo das convenções. Dois diretórios hoje representam embaraço para Ciro — o de Pernambuco, que, sob influência do governador Paulo Câmara, já declarou apoio a Lula; e o de São Paulo, ligado ao governador Márcio França, que flerta com Alckmin. Entre as condições para que o PSB apoie Lula e não Ciro, está a retirada da candidatura ao governo de Pernambuco da vereadora Marília Arraes (PT), empatada nas pesquisas com Câmara.

Deputada estadual do PT em Pernambuco e vice-líder da oposição, Teresa Leitão garante que, apesar dos esforços da direção petista, a candidatura de Marília ao Executivo está mantida, salvo “se houver uma aliança nacional entre os dois partidos (PSB e PT)”. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)