ECONOMIA

Informalidade no Brasil abrange 38,3 milhões de trabalhadores

O percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no Ceará foi de 54,9%, considerando os 12 meses de 2019

AGÊNCIA BRASIL
A taxa de informalidade no Brasil atingiu 40,7% da população ocupada

A taxa de informalidade no Brasil atingiu 40,7% da população ocupada, representando um contingente de 38,3 milhões de trabalhadores. O número, referente ao último trimestre, é 0,3 ponto percentual menor que o mesmo período do ano passado.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Hélder Rocha, supervisor de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE no Ceará, explica: “O número abrange empregados domésticos sem carteira assinada, trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, um autônomo sem Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) ou até mesmo alguém que ajuda nos negócios da família sem vínculo empregatício”, exemplifica.

Ele menciona que o número de trabalhadores por conta própria no País chegou a 24,6 milhões no último trimestre, alta de 3,1% (mais 745 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2019. Estes podem ser considerados autônomos regularizados.

Já a categoria dos empregados sem carteira assinada dentro do setor privado (11,7 milhões de pessoas) cresceu 3,7%, ou mais 419 mil pessoas, comparada ao mesmo trimestre do ano passado. O número de empregados com carteira de trabalho cresceu proporcionalmente menos: 2,6% (mais 845 mil pessoas), no período.

“Houve manutenção do aumento do emprego com carteira assinada no setor privado, influenciado ainda pelos resultados econômicos do final de 2019”, destaca a analista da Pnad Contínua, Adriana Beringuy.

O percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no Ceará foi de 54,9%, considerando os 12 meses de 2019. Com o resultado, o Estado ficou como o quinto colocado no País e o terceiro no Nordeste, em informalidade. No último trimestre do ano, o percentual foi ainda maior: 58%.

Novos dados

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro. Em igual período de 2019, estava em 12%. A melhora dos números pode ser explicada pelo aumento da ocupação nos setores da indústria, transporte e outros serviços.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,8%, subindo 0,6 p.p. em relação a igual trimestre de 2019.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 106,1 milhões de pessoas cresceu 1,1% frente ao mesmo trimestre de 2019.

A população ocupada (94,2 milhões) teve alta de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mais 1,9 milhão de pessoas..

A renda média real do trabalhador ficou estável, em R$ 2.361 no trimestre. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 217 bilhões no trimestre até janeiro, alta de 2,2% ante igual período do ano anterior, segundo o IBGE  (O Povo - é parceiro de oxereta.com)