Ceni enaltece "concentração" nas finais e elege Tinga como maior ídolo na história recente do Fortaleza

Com a vitória sobre o Ceará, treinador tricolor comemora quarto título em três anos no comando do Fortaleza

Rogério Ceni chegou aos 150 jogos no comando técnico do Fortaleza com vitória e título estadual sobre o rival, Ceará, por 1 a 0. O gol de Tinga sacramentou o bicampeonato com atuação que priorizou a segurança defensiva por causa da vantagem conquistada. O desgaste acumulado foi um componente a mais, já que as finais foram disputadas em meio às disputas do Brasileirão e da Copa do Brasil. Por isso, o treinador enalteceu a concentração do elenco.

"Estamos felizes pois é um encerramento de trabalho que começou antes da pandemia. Um campeonato que ficou postergado, para ser decidido em meio ao Campeonato Brasileiro. Manter a concentração nisso já é louvável por parte dos jogadores, então a gente agradece essa concentração dos atletas", disse na entrevista coletiva pós-jogo.

Títulos e ídolos

O treinador chegou ao seu quarto título em três anos de clube e destacou que essa é a melhor forma de ficar eternizado na história do clube. Rogério Ceni ainda se tornou o segundo da lista de maior longevidade no comando técnico do Leão, o que o treinador pontuou como um momento especial na sua carreira. Ainda destaca que de 2015 para cá, Tinga é o maior ídolo da história recente do clube. "Por aquele título, (o Tinga) tem um espaço a mais no coração do torcedor".

"O título fica eternizado, times campeões ficam eternizados. Aquele time campeão da Série B 2018, o time campeão cearense 2019, campeão da Copa do Nordeste de forma inédito, o torcedor lembra porque ele olha para parede e vê o quadro. E nós conseguimos mais uma vez colocar um quadro lá na parede da casa de cada torcedor", disse.

Marca registrada no comando do Fortaleza, suas formações ofensivas, com vários atacantes e baseada no 4-2-4, mudou um pouco nesta final de Estadual. Com a vantagem, o time foi mais precavido. "Eu queria muito ser campeão e hoje eu encontrei essa maneira de tentar vencer", respondeu o treinador tricolor sobre a opção pela formação baseada em povoar o meio campo.

Final

Sobre a conquista, Rogério falou ainda que a final foi vencida em detalhes, mas que neste segundo jogo da final o time não fez uma boa partida e que por ter a vantagem, buscou outras alternativas de futebol, destacando ainda as duas vitórias sobre o maior rival. "O torcedor fica feliz, vai dormir contente. Os que conseguirem", emendou.

"Foram jogos bem parelhos, disputados. Hoje foi um jogo em que saímos um pouco da nossa característica, não fizemos um grande jogo. Um jogo de final nem sempre é tão bonito quanto um jogo de pontos corridos", analisou Ceni, lembrando ainda que a defesa foi segura nas investidas do Ceará na bola aérea.

Copa do Brasil

Ceni lembrou que o São Paulo jogou na terça-feira, 20, pela Libertadores, contra "uma equipe que não ofereceu resistência" (venceu o Binacional por 5 a 1) e que o desgaste do Clássico-Rei pode ser ponto decisivo no duelo de volta pela Copa do Brasil, no domingo, 25, no Morumbi. "Temos a viagem enquanto eles trabalham e se recuperam, tivemos o desgaste da final e pouquíssimo tempo para treinar, mas acho que estamos com o espírito fortalecido pela vitória".

"O importante agora é recuperar os jogadores e encontrar uma estratégia de jogo que consiga dificultar as coisas para o São Paulo no Morumbi", resume o treinador. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)